Foto de camuflagem aérea feita sobre a Arena do Grêmio viraliza nas redes sociais

Tecnologia para esconder as aeronaves é superada, mas ainda funciona em imagens estáticas, como uma fotografia

Por Portal Celeiro em 06/05/2022 às 18:58:59
Foto: Ten. Iha/ Força Aérea Brasileira / Divulgação

Foto: Ten. Iha/ Força Aérea Brasileira / Divulgação

Menos de um mês depois da apresentação da Esquadrilha da Fumaça na Orla do Guaíba, outros aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) chamaram atenção no céu de Porto Alegre. Sobrevoando a mesma região, oito caças modelo F-5M foram assunto nas redes sociais por conta de uma foto tirada a bordo de uma nona aeronave.

Por conta dos tons de verde e cinza com o qual eles são pintados e a combinação dessas cores com o fundo, de vegetação e prédios baixos, é difícil identificar cada uma das aeronaves militares sem prestar muita atenção aos detalhes da imagem. No entanto, esse design para "esconder" os aviões da visão de inimigos ou de outros pilotos é superado, levando em conta a avançada tecnologia de radares que existe atualmente.

— A cor dele acaba tendo uma função secundária para dissimular a presença, tendo em vista o barulho e o rastro de fumaça que geralmente acompanham algumas dessas aeronaves. A função dessa camuflagem é fazer com que a identificação seja dificultada, e não necessariamente esconder um avião daquele tamanho — argumenta Nelson During, editor do Portal DefesaNet, especializado em assuntos militares.

During afirma que esse modelo de caça cumpre duas funções: defesa aérea e apoio em ataques terrestres. Assim, o voo em altitudes reduzidas, onde os pilotos de outros aviões os observam de cima para baixo, justifica as cores que tentam camuflar a aeronave. A imagem congelada da fotografia esconde ainda mais os aviões entre os diferentes tons do solo, o que não ocorreria em um vídeo.

Caso a ideia fosse tornar-se invisível para os radares, outras estratégias, como uma tinta específica para absorver ou confundir a onda emitida pelos rastreadores ou ainda ângulos de construção que rebatessem tal sinal para outro lado, seriam mais eficientes.

(Os caças fotografados) são aviões da década de 1970 que foram modernizados em 2005. É como um Fusca 1966. É um baita carro, você pode melhorá-lo o quanto quiser, mas ainda vai ser um carro antigo que a tecnologia acabou superando — brinca During.

Os caças são integrantes do chamado Esquadrão Pampa, da Base Aérea de Canoas, que completa 75 anos em 2022. De acordo com a apuração de sites especializados, a foto foi feita em 23 de abril, quando a esquadrilha voltava de um evento realizado no dia anterior, no Rio de Janeiro, em comemoração ao Dia da Aviação de Caça. A FAB não havia comentado o assunto até a publicação desta reportagem.

Fonte: GAÚCHA ZH

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