sbinvestimentos

Coluna Aprendizagem e Práticas Educativas Aplicadas a Educação: Baixa Visão na aprendizagem escolar

Inclusão requer a valorização das diversidades e não reprodução em aula das práticas de homogeneização.

Por Elisandra Lawall em 30/12/2021 às 08:40:39

A deficiência visual caracteriza-se pela limitação ou perda das funções básicas do olho e do sistema visual. O deficiente visual pode ser a pessoa cega ou com baixa visão.

O principal objetivo da área da deficiência visual é garantir permanência do aluno cego ou com baixa visão à educação básica com os apoios e recursos necessários para que tenha acesso ao currículo, com igualdade aos demais alunos.

De acordo com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), os diferentes graus de deficiência visual podem ser classificados em: baixa visão, que pode ser leve, moderada ou profunda. Ela pode ser compensada com o uso de lentes de aumento, lupas, telescópios e com o auxílio de bengalas e treinamentos de orientação. Próximo à cegueira, quando de fato não existe qualquer percepção de luz e sombra, nesses casos, o sistema braile, e o uso de bengala e os treinamentos de orientação e mobilidade são fundamentais.

No ambiente escolar, a própria escola pode recomendar aos pais e responsáveis que procurem fazer o exame de identificação da deficiência visual dos alunos. Toda vez que se notar comportamentos relacionados à dificuldade de leitura, a dor de cabeça e dificuldade no aprendizado por conta da visão é recomendando que se faça exames.

Quando o aluno já é diagnosticado com algum tipo de deficiência visual, ele tem o direito de usar materiais adaptados, como livros em braile, e outros tipos de recursos que os ajudem a ter um aprendizado adequado.

A alfabetização realizada em braile nas crianças com cegueira total ou graus severos de deficiência visual é simultânea ao processo de alfabetização das demais crianças na escola, mas com o suporte essencial do Atendimento Educacional Especializado (AEE).

O deficiente visual percebe o mundo por outros "olhos", sendo o tato e audição as suas maiores riquezas e frente às diferenças apresentadas, a inclusão escolar requer necessárias adaptações; estratégias e recursos tecnológicos apropriados.

Além de recursos mencionados, são necessárias adequações curriculares e pequenas e grandes adaptações envolvendo conteúdos, procedimentos, estratégias de ensino, avaliação, postura dos professores, funcionários e gestores escolares.

Nesse sentido, o espaço físico escolar não é compreendido imediatamente pelos alunos cegos, sendo imprescindível que seja dado a oportunidade de conhecimento e reconhecimento do espaço físico e da disposição do mobiliário, onde toda e qualquer alteração deve ser avisada, por menor que seja.

No que se refere à avaliação do aluno deficiente visual precisa ser um processo, ocorrendo continuamente, e doando oportunidade de se medir diferentes dimensões do conhecimento, e se for necessário, utilizando diferentes recursos e estratégias. A avaliação baseada em referência visual deve ser alterada ou adaptada como, por exemplo, desenhos, gráficos, diagramas, gravuras e uso de microscópios, e exercícios ovais.

A escola deve sempre que possível buscar recursos e ferramentas que visualizem o desenvolvimento das potencialidades do aluno, sendo assim deve facilitar a utilização dos recursos tecnológicos por parte dos profissionais, e na medida do possível adquirir materiais tecnológicos necessários a aprendizagem, proporcionar cursos de preparação e utilização para estes serem utilizados, uma vez que estes colaboram na aprendizagem e na autonomia do aluno com deficiência visual, inserida no ensino regular.

É importante ressaltar que a elaboração de um projeto pedagógico, com ações assertivas, para atender o aluno com deficiência visual, nas suas necessidades, e potencialidade, se faz necessário, pois, grande parte das atribuições do professor regente fica a cargo do professor especializado.

É evidente os obstáculos à proposta de inclusão, sendo principalmente a falta de preparo do professor para atuar com estudantes de baixa visão.

A falta de informações apresentadas pelos educadores é preocupante e indica que ações governamentais sejam implementadas, sendo necessário a redefinição dos modelos de formação dos professores, visando contribuir para uma prática mais eficaz, de acordo com as necessidades de cada aluno.

Inclusão requer a valorização das diversidades e não reprodução em aula das práticas de homogeneização.

Fonte: Elisandra Lawall

Comunicar erro
confiarcont

Comentários

anuncie1novo