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Vacina da Pfizer pode alterar DNA?

Vídeo traz alerta para possível mudança no DNA em quem receber a vacina.

Por Portal Celeiro em 27/08/2021 às 18:44:04
FOTO: MINISTÉRIO DA SAÚDE/ARQUIVO

FOTO: MINISTÉRIO DA SAÚDE/ARQUIVO

Em fevereiro, a Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria(Anvisa) registrou, definitivamente, a vacina contra Covid-19 desenvolvida e fabricada pela Pfizer, em parceria com a BioNtech, empresa de biotecnologia alem√£.

De acordo com a farmac√™utica, cerca de 44 mil pessoas foram submetidas ao programa de testes da vacina, que apresentou 95% de efic√°cia geral em toda a popula√ß√£o que participou do processo. Os experimentos foram conduzidos em 150 centros nos EUA, Alemanha, Turquia, √Āfrica do Sul, Brasil e Argentina.

A tecnologia implementada de produ√ß√£o dessa vacina é inédita. A chamada vacina de RNA Mensageiro difere das outras, pois em vez de inserir o vírus atenuado ou inativo no organismo de uma pessoa, ela ensina as células a sintetizarem uma proteína que estimula a resposta imunológica do corpo.

Em grupos de mensagens por aplicativo, uma publica√ß√£o sobre a possibilidade dessa vacina causar altera√ß√Ķes no DNA nos vacinados. Além disso, a mensagem afirma que as crian√ßas que nascerem de pais que tomarem o imunizante, ter√£o m√°-forma√ß√£o e DNA corrompido. A mensagem é encaminhada juntamente com um vídeo. Em apenas um dos grupos em que aparecem, cerca de 5.200 pessoas visualizaram mensagem e vídeo.

Em conversa com o MonitoR7, o consultor e especialista da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Alexandre Naime, explica que n√£o existe a possibilidade das vacinas de RNA alterarem o código genético humano, j√° que esse RNA nem mesmo entra em contato com o núcleo das células, onde est√° o DNA. "Na realidade, ela funciona igual às outras vacinas, pois oferece um peda√ßo de RNA para que o nosso organismo desenvolva os anticorpos.".

Desdobrando o funcionamento da vacina, o RNA mensageiro, ou RNAm, é a molécula respons√°vel por levar as instru√ß√Ķes para a forma√ß√£o(síntese) de proteínas. Os anticorpos s√£o proteínas. Ent√£o, o imunizante introduz essa sequ√™ncia de RNAm, que contém a receita para que essas células produzam uma proteína específica do vírus. Dessa forma, o corpo humano pode reconhecer essa nova proteína como algo estranho e estimular a resposta imunológica. Essa resposta possibilita que o organismo, quando em contato com o vírus, reconhe√ßa o corpo estranho (antígeno) e o ataque com as células de defesa(anticorpos e linfócitos T).

Em nota ao MonitoR7, a Pfizer informa que, entre todos os volunt√°rios, os estudos n√£o registraram "infertilidade, nascimento de crian√ßas com alguma doen√ßa ou de problemas relacionados à reprodu√ß√£o".

No seu site, a empresa afirma que a vacina com RNAm simula o que acontece no organismo de quem realmente contraiu a doen√ßa, porém de uma forma que n√£o prejudique ou possibilite a infec√ß√£o da pessoa vacinada. Assim, a ideia é ensinar o organismo a se defender daquele invasor antes mesmo dele chegar no corpo do indivíduo.

Na última segunda-feira, o imunizante da Pfizer recebeu registro definitivo também nos Estados Unidos. A chefe da ag√™ncia reguladora nacional, Food and Drug Administration(FDA), órg√£o equivalente à nossa Anvisa, Janet Woodcock, declarou que: "o público pode estar muito confiante de que esta vacina atende aos altos padr√Ķes de seguran√ßa, efic√°cia e qualidade de fabrica√ß√£o".

Além da vacina Pfizer/BioNTech, o imunizante da Moderna, desenvolvido em parceria com o NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doen√ßas Infecciosas dos Estados Unidos), usa da mesma tecnologia da farmac√™utica americana. A vacina de mRNA da Moderna apresentou 94,1% de efic√°cia geral nos testes, que foram conduzidos em 15 mil volunt√°rios.

A farmac√™utica norte-americana comunicou em seu site que os testes da vacina em gestantes foram iniciados em maio deste ano. O grupo é composto de 200 mulheres saud√°veis, acima de 18 anos e que est√£o distribuídas em 4 lugares diferentes. Entre a 24¬™ e a 34¬™ semanas de gesta√ß√£o elas integrar√£o a Fase 2/3 de testes mundiais. A ideia é avaliar a seguran√ßa, a tolerabilidade e a resposta imune de duas doses da vacina. Além disso, o estudo pretende verificar a seguran√ßa para os beb√™s e a possível transfer√™ncia de anticorpos de m√£e para filho.

Até 15 de julho de 2021, j√° haviam sido entregues 16 milh√Ķes de doses da vacina da Pfizer para todos os estados brasileiros e Distrito Federal. O contrato de compra, assinado pelo governo federal, prev√™ 200 milh√Ķes de doses da Pfizer até o fim do ano.

E nesta quinta-feira(26), a Pfizer anunciou que sua vacina contra Covid-19 com a BioNTech ser√° produzida também no Brasil, a partir de 2022. A produ√ß√£o ser√° em parceria com o laboratório brasileiro Eurofarma. O RNAm vir√° dos Estados Unidos. A meta da farmac√™utica é produzir mais de 100 milh√Ķes de doses por ano.

De acordo com os dados disponibilizados pelo governo federal, a Covid-19 causou mais de 576 mil óbitos no país. Nos últimos 4 meses, a média móvel de casos caiu em 46%, enquanto a de óbitos diminuiu em 65%. No Brasil, cerca de 60% da popula√ß√£o j√° recebeu ao menos a primeira dose do imunizante, o que representa mais de 125,3 milh√Ķes de pessoas.


Fonte: R7

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